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Inquérito ao volume de negócios no comércio a retalho referente ao ano 2024 e ao quarto trimestre


Em 2024 o volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho fixou-se em 71,99 mil milhões de Patacas, menos 14,9%, face a 2023. No quarto trimestre de 2024 o volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho cifrou-se em 18,51 mil milhões de Patacas, registando-se variações de +11,6%, face ao montante revisto do volume de negócios do terceiro trimestre de 2024 (16,59 mil milhões de Patacas) e de -8,6%, em termos anuais, informam os Serviços de Estatística e Censos.

De entre os principais tipos de comércio a retalho, verificou-se que o volume de negócios de relógios e joalharia, o de artigos de couro e o de mercadorias de armazéns e quinquilharias em 2024 desceram 25,3%, 22,6% e 18,6%, respectivamente, em termos anuais e que o de supermercados (-0,2%) foi semelhante ao de 2023. Todavia, o volume de negócios de automóveis ascendeu 16,1%. Quanto ao índice do volume de vendas dos estabelecimentos do comércio a retalho, observou-se que depois de eliminados os factores que influenciam os preços, o índice médio do volume de vendas no ano em análise diminuiu 18,7%, em relação a 2023. Destaca-se que o índice do volume de vendas de relógios e joalharia (-34,9%), o de artigos de couro (-24,2%) e o de mercadorias de armazéns e quinquilharias (-20%) também tiveram os decréscimos mais substanciais, enquanto o de automóveis (+16,3%) aumentou.

No quarto trimestre de 2024 o volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho desceu 8,6%, em termos anuais. Realça-se que o volume de negócios de relógios e joalharia, o de artigos de couro, o de mercadorias de armazéns e quinquilharias e o de alimentos/doces chineses baixaram 21,1%, 16,7%, 11,7% e 10,7%, respectivamente. Contudo, o volume de negócios de automóveis e o de artigos de comunicação ascenderam 17,1% e 12,5%, respectivamente. No trimestre em análise o índice do volume de vendas dos estabelecimentos do comércio a retalho diminuiu 10,6%, em termos anuais, observando-se os maiores decréscimos nos índices de relógios e joalharia (-33,7%), de artigos de couro (-16%), de alimentos/doces chineses (-12,5%) e de mercadorias de armazéns e quinquilharias (-10,9%). Porém, o índice do volume de vendas de automóveis (+16,5%) e o de artigos de comunicação (+12,5%) cresceram.

Nos comentários dos responsáveis pelos estabelecimentos do comércio a retalho sobre previsões para o primeiro trimestre de 2025, 54,4% dos retalhistas prevêem a diminuição do volume de vendas em termos anuais, 39,1% antecipam a estabilização e 6,5% projectam o aumento. Além disso, para o primeiro trimestre de 2025, 57,3% dos retalhistas prevêem a estabilização dos preços de vendas em termos anuais, 34,4% antevêem a diminuição e 8,3% projectam o aumento. Para o primeiro trimestre de 2025, a previsão de cerca de 55,7% dos retalhistas é de que a situação de exploração dos estabelecimentos seja insatisfatória, em relação ao quarto trimestre de 2024, 37,6% dos retalhistas pressupõem uma situação de exploração estável e 6,7% prevêem uma situação de exploração satisfatória.