De acordo com os resultados do Inquérito de Conjuntura ao Sector Industrial Exportador (I.C.S.I.E.) no 4.º trimestre de 2024, os empresários industriais locais tomaram uma atitude prudente e observadora quanto às perspectivas das exportações para os próximos seis meses. As principais mercadorias exportadas de Macau durante o 4.º trimestre de 2024 foram, por ordem decrescente, “os produtos farmacêuticos”, “equipamentos electrónicos/eléctricos”, bebidas alcoólicas e tabaco, “vestuário e confecções” e produtos alimentares - lembranças. A região Ásia-Pacífico foi o mercado de destino das exportações de Macau com performance relativamente melhor.
Quanto à carteira de encomendas, a duração média da carteira de encomendas detida pelos empresários industriais inquiridos foi de 3,4 meses no trimestre em análise, representando uma subida de 1,1 meses face ao trimestre anterior. A carteira de encomendas detida pelo sector de “produtos farmacêuticos” que ocupou o primeiro lugar foi de 5,4 meses, enquanto as carteiras de encomendas detidas pelos sectores de “vestuário e confecções”, “equipamentos electrónicos/eléctricos” e “outros produtos não têxteis” foram de 3,5 meses, 3,4 meses e 2,1 meses, respectivamente.
No que concerne aos mercados de destino das exportações, segundo o “Índice geral da situação de encomendas trimestral por mercados”, a região Ásia-Pacífico foi o mercado de destino das exportações de Macau com performance relativamente melhor, apresentando o índice de 21,0% (excluindo os dados do Interior da China, Hong Kong e Japão). Entretanto, a performance dos mercados dos Estados Unidos da América foi relativamente menos favorável, apresentando índices de -19,9%.
No que respeita às perspectivas das exportações para os próximos seis meses, os dados reflectiram que os empresários industriais de Macau tomam uma atitude prudente e observadora quanto às perspectiva das exportações. 23,0% dos empresários inquiridos anteciparam uma perspectiva optimista no trimestre em análise, representando uma descida de 25 pontos percentuais face ao 3.º trimestre de 2024 (48%), tendo os empresários antecipado um “ligeiro crescimento” e nenhuns previram “aumento acentuado”. Os empresários que anteciparam uma evolução menos favorável foram 23,1%, apresentando uma subida de 4,1 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior (27,2%), tendo os empresários antecipado um “ligeiro decréscimo” e nenhuns previram “forte declínio”. 53,9% dos empresários inquiridos previram uma situação “semelhante” no trimestre em análise, correspondendo a um crescimento de 29,1 pontos percentuais face ao trimestre anterior (24,8%).
No tocante ao mercado de emprego, o número de trabalhadores das empresas industriais inquiridas registou uma redução de 4,6% face ao trimestre anterior e um aumento de 1,9% face ao período homólogo do ano de 2023. Por outro lado, 74,9% dos empresários inquiridos afirmaram ter enfrentado a situação da insuficiência de trabalhadores, sendo esta percentagem superior à verificada no trimestre anterior (62,4%) e no idêntico período do ano de 2023 (69,5%). Além disso, 88,5% e 82,2% dos empresários inquiridos dos sectores de “produtos farmacêuticos” e de “vestuário e confecções” manifestaram uma procura relativamente notável de trabalhadores.
De entre os problemas que afectam as actividades de exportação, 55,7% das empresas exportadoras consideraram os “preços mais competitivos praticados no estrangeiro” como o maior problema que estavam a encarar, enquanto 28,8% apontaram para os “preços elevados das matérias-primas” e 28,7% para a “insuficiência de trabalhadores”. Quanto às perspectivas para os próximos três meses, de entre as empresas inquiridas, 28,2% preocuparam-se principalmente com os “preços mais competitivos praticados no estrangeiro” e 24,3% com o “insuficiente volume de encomendas”.